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Anthropic lança o Claude Opus 5.5, com custo de uso 40% menor que o do Opus 5

Primeiro modelo da família Claude 5.5, ele chega a todas as plataformas com token mais barato, resposta mais rápida e escrita mais natural, segundo a empresa.

Arte oficial do anúncio com o nome Claude Opus 5.5 sobre um horizonte ao entardecer
Arte de lançamento do Claude Opus 5.5. Imagem: divulgação/Anthropic

A Anthropic lançou na terça-feira (22) o Claude Opus 5.5, primeiro modelo da nova família Claude 5.5. Segundo o anúncio oficial, ele tem desempenho no nível do Claude Fable 5.1 na maior parte das tarefas e custa 40% menos para rodar que o Opus 5 nas cargas de trabalho típicas.

O que muda no preço

A queda de custo vem de duas frentes, de acordo com a empresa: o token ficou mais barato e o modelo usa menos tokens para concluir a mesma tarefa. Somadas, as duas dão os 40% de redução em relação ao Opus 5 nas configurações padrão. A tabela publicada pela Anthropic, em dólares por milhão de tokens:

ItemOpus 5.5Opus 5
EntradaUS$ 4US$ 5
SaídaUS$ 20US$ 25
Leitura de cacheUS$ 0,20US$ 0,50
Escrita de cacheUS$ 5US$ 6,25

A leitura de cache, que segundo a Anthropic responde pela maior parte do custo em trabalho de agente e de programação, caiu 60%. Existe ainda um modo rápido, com até 2,5 vezes mais velocidade, por US$ 8 na entrada e US$ 40 na saída. Mesmo no modo normal, a empresa diz que o Opus 5.5 gera texto mais de 30% mais rápido que o Opus 5.

Para quem usa o Claude por assinatura, a Anthropic aumentou os limites de uso de cinco horas nos planos Pro, Max, Team e Enterprise por assento, e passou a dar uma recarga do limite que o usuário pode guardar e usar quando quiser.

Desempenho e escrita

Nos testes publicados pela própria Anthropic, o Opus 5.5 lidera em programação com agentes, uso do computador e trabalho de conhecimento. A empresa faz uma ressalva que vale registrar: nesse nível de capacidade, a diferença em benchmark ficou um guia menos confiável da diferença no uso real.

Os exemplos do anúncio são de trabalho longo. Um testador fez uma migração de código de 680 mil linhas em menos de um dia, e outro auditou e corrigiu uma base de 200 mil linhas em menos de três horas, contra mais de 20 horas do Opus 5.

A escrita também mudou. A Anthropic diz que o modelo se comunica de forma mais natural e põe a informação mais importante primeiro, e que os primeiros testadores acharam o texto mais claro e fácil de acompanhar, o que responde a parte das críticas feitas ao Opus 5.

Segurança e acesso restrito

É o primeiro lançamento da Anthropic depois de a empresa defender publicamente um ritmo mais controlado para os modelos de ponta. O Opus 5.5 foi avaliado antes do lançamento por organizações externas e, segundo a empresa, teve a melhor nota já registrada na auditoria automatizada de comportamento que ela usa, além de resistir melhor que o Opus 5 a injeção de instruções.

Como a capacidade em biologia e cibersegurança se aproxima da do Claude Mythos 5.1, o modelo sai com proteções parecidas com as do Claude Fable 5.1. O uso para pesquisa em biologia depende de um programa de verificação, e o acesso de profissionais de segurança verificados deve ser ampliado nas próximas semanas.

Onde está disponível

O Opus 5.5 já está em todas as plataformas, segundo a Anthropic, incluindo Amazon Web Services, Google Cloud e Microsoft Azure. Na plataforma da própria empresa, o identificador do modelo é claude-opus-5-5. O Claude Sonnet 5.5 e o Claude Haiku 5.5, as versões menores da família, devem chegar nas próximas semanas.

Por que importa

Modelo de ponta mais barato muda a conta de quem usa IA em volume: agente que audita site, automação de atendimento, análise de dados de campanha. Para esse tipo de uso, a redução do custo de cache pesa mais que o preço da conversa avulsa, e é nela que a Anthropic concentrou o corte.

O custo menor também facilita produzir texto em massa, e a regra do Google para isso não mudou. Conteúdo gerado em escala sem valor para quem lê continua sendo tratado como spam, com ou sem IA, e o guia de inteligência artificial no marketing digital explica onde fica essa linha.

Na leitura da Voh!, a mudança de escrita é o ponto que mais afeta o dia a dia de quem trabalha com conteúdo: texto que já sai com a informação principal na frente dá menos trabalho de revisão. A revisão continua obrigatória, porque o que decide se a página funciona na Busca é o fato conferido, não a fluência.

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