Na sexta-feira (23/10/2026), o Google atualizou o guia de estrutura de URL da Pesquisa, no trecho sobre separar palavras com hífen, segundo o changelog oficial do Search Central. A recomendação de usar hífen em vez de underscore continua a mesma, mas o texto passou a explicar melhor por que o hífen funciona e o underscore não, dias depois da estreia da série de vídeos Non-Canonical Cabinet.
O que você precisa saber
- O Google atualizou, na sexta-feira (23/10/2026), o trecho sobre separação de palavras no guia oficial de estrutura de URL da Pesquisa, segundo o changelog do Search Central.
- A recomendação não mudou: continua sendo hífen (-) em vez de underscore (_) para separar palavras na URL, com os mesmos exemplos de antes.
- A mudança está na explicação: a nova versão acrescenta que o hífen "sinaliza claramente uma separação entre palavras", enquanto o underscore tende a unir os termos.
- A atualização veio depois da estreia, em 14 de outubro, do primeiro episódio da série de vídeos Non-Canonical Cabinet, do canal Google Search Central no YouTube.
- Gary Illyes, Developer Advocate da Google Search, chamou a palavra-chave na URL de "um sinal incrivelmente pequeno" para o ranqueamento, que só pesa quando o Google ainda não tem outro conteúdo da página para analisar.
O que mudou no guia de URLs
O guia de estrutura de URL da Central de Pesquisa do Google ganhou uma entrada no changelog oficial do Search Central na sexta-feira (23/10/2026), sob o título "Updated guidance on crawlable URL structures". A nota do changelog diz que a página foi atualizada para esclarecer a orientação sobre separação de palavras usando hífen ou underscore.
A recomendação de sempre não mudou: o Google continua pedindo hífen (-) no lugar de underscore (_) para separar palavras na URL. A página diz que isso ajuda usuários e mecanismos de busca a identificar melhor os conceitos presentes no endereço.
O que mudou foi a explicação do motivo. A Search Engine Roundtable, site especializado que acompanha a documentação do Google, publicou o comparativo na quarta-feira (21/10/2026) e arquivou a versão anterior do trecho em 15 de outubro. Segundo o site, a frase final da seção "Use hyphens to separate words" ganhou um complemento.
Os exemplos do guia não mudaram. A página continua recomendando o endereço https://example.com/summer-clothing/filter?color-profile=dark-grey, com hífen separando as palavras, e aponta como não recomendados o mesmo endereço com underscore, https://example.com/summer_clothing/filter?color_profile=dark_grey, e também o endereço com as palavras todas juntas, sem separador, https://example.com/greendress.
| O que mudou | Frase final da seção sobre hífen x underscore |
|---|---|
| Quando | Sexta-feira, 23 de outubro de 2026 |
| Quem publicou | Google Search Central |
| Afeta o ranqueamento | Não, é clareza de redação |
| Motivo declarado | Sincronizar com a série de vídeos Non-Canonical Cabinet |
| Brasil | Guia também existe em português; sem nota específica para o país |
O texto antes e depois, lado a lado
A diferença entre as duas versões está só na frase final da seção, a que explica por que o underscore fica de fora. Em tradução livre, assim ficava a versão anterior, arquivada pela Search Engine Roundtable em 15 de outubro de 2026:
"Por motivos históricos, não recomendamos o uso de underscores, já que esse estilo já é comumente usado para indicar conceitos que devem ficar juntos, por exemplo, por várias linguagens de programação para nomear funções (como format_date)."E assim ficou a versão publicada depois da atualização de 23 de outubro:
"Por motivos históricos, não recomendamos o uso de underscores, já que os underscores são comumente usados para indicar conceitos que devem ficar juntos, por exemplo, por várias linguagens de programação para nomear funções (como format_date), enquanto os hífens sinalizam claramente uma separação entre palavras."Barry Schwartz, autor da Search Engine Roundtable, descreveu a mudança como pequena: o sentido geral da seção não mudou, e ele credita a edição a alguém da equipe do Google que considerou a nova redação uma melhoria, sem atribuir à mudança qualquer efeito sobre o ranqueamento.
A série de vídeos por trás da atualização
O changelog do Google atribui a atualização à sincronização do texto com os episódios da série de vídeos "The Non-Canonical Cabinet", do canal Google Search Central no YouTube. Segundo o site Relevant Audience, o teaser da série foi publicado na terça-feira (06/10/2026), e o primeiro episódio, "What can you actually put in a URL?", foi ao ar na quarta-feira (14/10/2026), apresentado por Gary Illyes e Cherry Prommawin, Developer Advocates da Google Search. O próximo episódio vai tratar de robots.txt, sem data de estreia anunciada.
No vídeo, segundo a Relevant Audience, Illyes disse que o Google trata palavras unidas por underscore num caminho de URL como se fossem uma palavra longa só, o que às vezes não chega a ser problema, porque o Google ainda consegue identificar os termos separados. Ainda assim, o hífen continua sendo o separador que o Google recomenda por padrão.
O mesmo episódio tratou de emoji em URL: não são permitidos no domínio principal, por causa de uma resolução da ICANN de 2017 sobre nomes de domínio internacionalizados, mas são permitidos no caminho que vem depois dele, segundo a cobertura da Relevant Audience e do ppc.land. A Relevant Audience registra que o Googlebot rastreia e processa esses caracteres, e que os navegadores os convertem para código percentual (o emoji de galinha usado como exemplo no vídeo vira %F0%9F%90%94).
Sobre palavra-chave na URL pesar no ranqueamento, a Relevant Audience registra que Illyes chamou esse fator de "um sinal incrivelmente pequeno", que só importa quando o Google ainda não tem outra informação para analisar, como um site novo sem conteúdo publicado. Depois que o Google processa o conteúdo da página, segundo ele, esses termos praticamente deixam de fazer diferença.
Por que importa
A atualização não muda nenhuma regra: é a mesma recomendação de hífen que o Google já fazia, só com uma frase a mais explicando o raciocínio. Mas ela é um bom lembrete de duas coisas que seguem se perdendo em briefing de CMS e de loja virtual.
A primeira é prática: quem ainda carrega URL com underscore de sistema legado, ou de template de e-commerce configurado antes de pensar em SEO técnico, tem aqui a confirmação oficial, atualizada, de que vale revisar o padrão para hífen nas páginas novas. Trocar o histórico inteiro, por outro lado, pede cuidado com redirecionamento 301, e o Google não promete ganho de posição por essa troca isolada.
A segunda é de prioridade. Quando Illyes chama palavra-chave na URL de "um sinal incrivelmente pequeno", ele está dizendo, na prática, que o tempo que uma equipe de marketing gasta tentando encaixar o termo exato de busca no endereço da página rende pouco depois que a página já tem conteúdo indexado. Vale mais a pena gastar esse tempo em título, H1 e no texto em si, que seguem pesando mais para o Google entender do que a página trata.