IA

Google lança Gemini Omni 1.2 Flash, que gera vídeos de até 15 segundos

Modelo de geração de vídeo do Google DeepMind passa a criar clipes de até 15 segundos, fica 30% mais barato e é citado no anúncio ao lado da agência Porto Rocha e da marca Havaianas.

Arte oficial do Google para o lançamento do Gemini Omni 1.2 Flash, com ilustrações de uma colmeia, animais, uma lula e uma mulher caminhando por uma rua ao lado do nome do modelo
Arte oficial do anúncio do Gemini Omni 1.2 Flash. Imagem: divulgação/Google

O Google DeepMind lançou nesta quinta-feira (5) o Gemini Omni 1.2 Flash, novo modelo de geração de vídeo por inteligência artificial que passa a criar clipes nativos de até 15 segundos, com preço 30% menor que a versão anterior, e já está disponível na API do Gemini, no Google Vids e no Gemini para empresas.

O que você precisa saber

  • O Google DeepMind lançou nesta quinta-feira (5) o Gemini Omni 1.2 Flash, nova versão do modelo de geração de vídeo por inteligência artificial.
  • O modelo passa a gerar clipes nativos de até 15 segundos, ante os 10 segundos da versão anterior, a Gemini Omni 1.1.
  • O preço cai 30% em relação à versão anterior: a geração de vídeo em 720p passa a custar US$ 0,07 por segundo.
  • A ferramenta já está disponível na API do Gemini, no Google Cloud, no Google Vids e, de forma gradual, no aplicativo Gemini e no Google Ads.
  • O anúncio cita a marca Havaianas e a agência Porto Rocha numa fala sobre o uso do Gemini Omni 1.2 Flash.

O que muda no modelo

A Gemini Omni 1.2 Flash chega como atualização da linha de geração de vídeo por IA do Google DeepMind. Segundo o anúncio, o modelo passa a criar e editar vídeos nativos de até 15 segundos, ante os 10 segundos da versão 1.1, com a duração ajustável em incrementos de um segundo, a partir de três segundos.

O preço cai 30% em relação à Gemini Omni 1.1: a geração de vídeo em 720p passa a custar US$ 0,07 por segundo. Segundo o Google, o fluxo de trabalho ajuda a controlar o custo de outra forma também: é possível rascunhar em 360p ou 720p, corrigir um detalhe com uma edição pontual em vez de gerar o clipe inteiro de novo, e só depois ampliar o resultado final para 1080p ou 4K.

O anúncio descreve ainda edição por conversas de múltiplos turnos (trocar um produto, um fundo, a iluminação ou a proporção da tela sem recomeçar do zero), mais consistência de personagens, objetos e cenas do primeiro ao último quadro, fala mais natural com sincronia labial e movimentos de câmera mais controláveis. Segundo o Google, os vídeos gerados levam uma marca de água SynthID imperceptível, e o modelo passa a ter disponibilidade geral pela primeira vez, apoiado na infraestrutura do Google Cloud.

O próprio anúncio reconhece limites: o Google diz que ainda trabalha para melhorar pontos como ação esportiva rápida, mudanças rápidas de roteiro e física complexa nos vídeos gerados.

Ficha rápida
Quem anunciouGoogle DeepMind
QuandoQuinta-feira, 5 de novembro de 2026
O que mudouVídeos nativos de até 15 segundos (antes, 10) e preço 30% menor
Onde já está disponívelAPI do Gemini, Google Cloud, Google Vids, Google Ads e, de forma gradual, o aplicativo Gemini
BrasilNão informado se o acesso padrão já vale para o país; o anúncio cita a marca Havaianas e a agência Porto Rocha numa fala sobre o uso do modelo

Quem já está usando

O anúncio cita negócios, startups e criadores que já usam o modelo em seus fluxos de trabalho, entre eles a Adobe, a plataforma de moda Whering e a agência criativa Porto Rocha.

"Criadores já estão trazendo suas ideias à vida com o Gemini Omni Flash no Adobe Firefly, e estamos entusiasmados em acrescentar o Gemini Omni Flash 1.2 para saídas mais longas e maior consistência com imagens de referência, dando aos criadores ainda mais flexibilidade e controle sobre o próprio trabalho" (tradução livre).

Matt Chotin, diretor sênior de produto da Adobe, no anúncio do Google

"Com a Omni, conseguimos transformar a imaginação em mundos que podemos de fato explorar, tornando o impossível possível. A Havaianas sempre carregou esse mesmo senso de alegria e descoberta, levando a criatividade brasileira para pessoas em todo o lugar. As duas coisas juntas parecem inesperadas, mas também completamente naturais" (tradução livre).

Felipe Rocha, cofundador e diretor executivo de criação da Porto Rocha, no anúncio do Google

O anúncio inclui essa fala de Felipe Rocha, da agência Porto Rocha, que cita a marca Havaianas ao descrever o uso do Gemini Omni.

Onde usar e quanto custa

Segundo o anúncio, o Gemini Omni 1.2 Flash chega de uma vez a diferentes produtos do Google. Quem usa a API do Gemini pode testar no Google AI Studio e consultar a documentação e a tabela de preços; quem usa o Google Cloud acessa pelo console da plataforma e pela API própria, com throughput provisionado disponível.

Para quem usa os aplicativos do Google, o acesso chega de formas diferentes: o Flow passa a dirigir cenas e edições de múltiplos turnos, o Google Vids gera clipes de 15 segundos sem custo adicional para quem tem conta do Google ou assinatura do Google Workspace, o aplicativo Gemini passa a criar vídeos de 15 segundos (chegando aos assinantes do Google AI Ultra) e o Google Ads passa a escalar campanhas de vídeo com o modelo.

O anúncio não informa se o Gemini Omni 1.2 Flash chega ao Brasil em português ou com preço em real, nem se o acesso pelo aplicativo Gemini já vale para assinantes brasileiros do Google AI Ultra.

Como fica frente à versão anterior

O comparativo que o próprio Google publicou foca na versão anterior do modelo, a Gemini Omni 1.1. A tabela abaixo reúne os dois pontos que o anúncio compara diretamente.

O anúncio não compara o Gemini Omni 1.2 Flash com modelos de geração de vídeo por IA de outras empresas.

O que mudouGemini Omni 1.1Gemini Omni 1.2 Flash
Duração máxima do clipe10 segundos15 segundos
Preço por segundo de vídeo em 720pNão informado no anúncioUS$ 0,07 (30% mais barato que a 1.1)
Gemini Omni 1.2 Flash frente à versão anterior Fonte: Google DeepMind, anúncio oficial, 05/11/2026

Por que importa

A atualização confirma uma tendência: ferramentas de geração de vídeo por IA, antes restritas a times de efeitos visuais ou a testes internos, entram no fluxo de produção de peças publicitárias comuns, como vitrine de produto, roteiro de anúncio e conteúdo variado para redes sociais. A queda de preço e o aumento da duração do clipe tornam o cálculo de custo por peça mais parecido com o de outras ferramentas de marketing, e menos um experimento caro e isolado.

O ponto que chama atenção para quem anuncia no Brasil é a citação direta: a agência Porto Rocha e a marca Havaianas aparecem entre os casos que o próprio Google usa para apresentar o lançamento, ao lado de nomes como Adobe e Figma. O anúncio não informa preço em real nem data de chegada ao Brasil, mas a citação sugere que o mercado brasileiro já está no radar do produto desde o lançamento.

Para quem decide onde investir em produção de conteúdo, a inteligência artificial no marketing digital deixou de ser promessa distante: o desafio passa a ser escolher qual parte do funil, como anúncio, vitrine de produto ou conteúdo de redes sociais, de fato se beneficia de vídeo gerado por IA, e qual ainda exige produção tradicional.

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