A Microsoft anunciou, na sexta-feira (25), a reorganização do Copilot em três frentes: Home, para conversas e tarefas delegadas; Code, para criar pequenos aplicativos sem precisar de um desenvolvedor; e Autopilot, um agente que continua trabalhando mesmo com o usuário ausente. O anúncio saiu no blog oficial da Microsoft.
O que muda no Copilot
A Microsoft reorganizou o aplicativo em três frentes. Home é o novo ponto de partida, onde o Chat, para perguntas rápidas e rascunhos, e o Cowork, para tarefas que a pessoa delega e o Copilot executa de ponta a ponta, aparecem juntos. Code deixa de ser território só de programador: a pessoa descreve em linguagem natural um aplicativo, um painel ou uma automação, e o Copilot escolhe a abordagem e constrói. Autopilot é um agente que, segundo a empresa, continua trabalhando mesmo com o usuário ausente.
O Home também ganhou o recurso chamado de Office no Copilot: a partir dali, dá para pedir um rascunho de documento, uma planilha ou uma apresentação, e o Copilot cria ou atualiza o arquivo real do Word, do Excel ou do PowerPoint, editável para toda a equipe, não só para quem pediu.
O agente Autopilot
O Autopilot, chamado antes de Scout, ganha identidade, memória, "computador" e espaço de trabalho próprios dentro do tenant da empresa. Ele aparece dentro do Teams, do Outlook, de chats, canais e documentos, e pode ser chamado com uma @menção, como se fosse um colega, com permissões, auditoria e governança por trás, segundo a Microsoft.
Como exemplo do que o agente faz, a Microsoft cita um processo completo de revisão de fornecedores: o Autopilot monta o cronograma, prepara reuniões, cuida dos retornos e chega a contatar as partes interessadas para pedir atualizações, sem que alguém precise pedir a cada etapa. Segundo a empresa, quem usa a ferramenta define o objetivo e os limites, e o Autopilot cuida do resto, mantendo a pessoa informada e no controle.
O catálogo de plugins
A Microsoft também está lançando um registro único de plugins, que reúne extensões da própria empresa, de parceiros e criadas sob encomenda em um catálogo central. A área de TI aprova e administra os plugins de forma centralizada, e desenvolvedores e parceiros publicam uma vez para estender o Copilot pelas experiências com suporte, segundo a empresa. A disponibilidade geral do registro está prevista para as próximas semanas.
Quando chega e o que muda no custo
Home e Code começam a chegar pelo programa Frontier, o canal da Microsoft para acesso antecipado a recursos de IA antes da disponibilidade geral, nas próximas semanas. O Autopilot entra em prévia privada no fim de setembro de 2026.
O uso do Chat e do Copilot dentro do Word, do Excel, do PowerPoint, do Outlook e do Teams continua dentro da assinatura por usuário. Já o Cowork, o Code, o Autopilot e os modelos mais avançados, como o Astra e o Fable, passam a ser cobrados por uso, no que a Microsoft chama de cobrança baseada no uso (UBB, na sigla em inglês).
Por que importa
A mudança confirma que a disputa entre as grandes empresas de tecnologia deixou de ser só sobre qual chatbot responde melhor, e passou a ser sobre qual agente continua trabalhando sem alguém acompanhando cada passo. Isso interessa a qualquer empresa que já usa o Microsoft 365 no dia a dia, porque muda dois pontos práticos.
O acesso começa restrito, pelo programa Frontier e por uma prévia privada, e a maior parte das empresas só deve sentir o efeito nos próximos meses. E o custo de usar Cowork, Code e Autopilot sai da assinatura fixa e passa a variar pelo uso, o que pede planejamento de orçamento antes de liberar essas ferramentas para o time.