Marketing digital
O Que É Copy no Marketing Digital e Como Escrever
Copy é o texto escrito para levar alguém a uma ação: comprar, pedir orçamento, assinar, responder. No marketing digital ela aparece em anúncio, página, e-mail e rede social, e no Brasil responde ao Código de Defesa do Consumidor como qualquer publicidade.
Por que o texto não vende
Quase ninguém lê a página inteira. Em estudo da Nielsen Norman Group, 79% dos participantes escaneavam qualquer página nova que encontravam e só 16% liam palavra por palavra, segundo a pesquisa publicada em 1997. A mesma consultoria revisitou o tema em 2020, depois de 13 anos de estudos com rastreamento ocular, e concluiu que o comportamento de escaneamento não mudou em 23 anos.
O texto que você escreve, portanto, é lido por alguém que está passando os olhos e decidindo a cada linha se continua. Isso muda o que o texto precisa fazer nos primeiros segundos e explica por que uma oferta boa, descrita de um jeito prolixo, some.
O mesmo estudo comparou cinco versões do mesmo site, quatro delas reescritas a partir da versão promocional de controle. A versão enxuta teve 58% mais usabilidade que essa base. A versão com layout escaneável, 47%. A versão que trocou a linguagem subjetiva por linguagem objetiva, 27%. As três mudanças aplicadas juntas chegaram a 124%.
A explicação que os pesquisadores dão para o ganho da linguagem objetiva é simples e incômoda para quem escreve anúncio: o exagero cobra esforço de quem lê, que precisa filtrar a bravata para chegar ao fato. Quando um texto começa dizendo que a empresa é a maior do setor, a primeira reação de quem lê é duvidar, e essa dúvida atrasa tudo que vem depois.
Copy, então, não é enfeite de campanha. É o material bruto com que qualquer agência de marketing digital trabalha em praticamente todo canal, e é o primeiro lugar onde uma boa oferta se perde por descuido.
O que é copy
- Copy
- É o texto escrito para levar quem lê a uma ação definida, como comprar, pedir orçamento, assinar uma lista ou responder uma mensagem. O que separa copy de qualquer outro texto é ter um pedido no fim e uma decisão esperada.
Origem do termo copy
A palavra vem do inglês, onde copy designa o texto de um anúncio, em oposição à arte. Quem escreve esse texto é o copywriter, ofício que existe desde os catálogos de venda por correspondência do século 19 e que chegou ao Brasil pela publicidade impressa muito antes de existir internet.
No português do mercado a palavra virou substantivo contável, o que confunde quem chega agora. Fala-se em "escrever uma copy", "testar duas copies" e "aprovar a copy do anúncio", sempre significando a mesma coisa: aquele bloco de texto específico, com aquele objetivo específico.
Copy e copywriting
- Copywriting
- É o ofício de produzir esse texto de ponta a ponta: entender a oferta, levantar o que o público já sabe e já teme, escolher o argumento, redigir, cortar e conferir se cada afirmação se sustenta.
O canal mudou, o trabalho não. O que o digital acrescentou foi a possibilidade de medir cada versão e a exigência de escrever o mesmo argumento em seis formatos diferentes no mesmo dia. Copy é uma peça dentro de um conjunto maior, e o mapa desse conjunto está no guia sobre o que é marketing digital.
Copy ruim afunda oferta boa. Copy boa não salva oferta ruim.
Copy vs conteúdo vs CTA
Copy pede uma ação, conteúdo entrega informação e CTA é o pedido em si. As três coisas moram na mesma página, são escritas pela mesma pessoa e vivem sendo tratadas como sinônimo, o que atrapalha na hora de decidir o que corrigir quando nada acontece.
Diferença entre copy e conteúdo
| Critério | Copy | Conteúdo | CTA |
|---|---|---|---|
| Objetivo | Levar a uma decisão | Fazer entender | Nomear a próxima ação |
| Tamanho típico | De uma frase a uma página | De um guia a um site inteiro | De duas a cinco palavras |
| Onde aparece | Anúncio, página de venda, e-mail | Blog, central de ajuda, ficha técnica | Botão, link, última linha |
| Como se mede | Decisões tomadas | Entrada de gente nova e tempo na página | Cliques sobre quem viu |
| Quando falha | A pessoa lê e não age | A pessoa sai e pesquisa de novo | A pessoa não sabe o que vai acontecer |
A fronteira com o CTA
A fronteira que mais causa confusão é a do CTA. O CTA é o pedido dentro da copy, não a copy inteira: ele nomeia a ação e cria expectativa sobre a próxima tela, enquanto todo o texto anterior é o que torna aquele pedido aceitável. Trocar o rótulo do botão sem mexer no argumento que vem antes é a otimização que mais se faz e a que menos muda alguma coisa. O recorte completo está no guia sobre o que é CTA no marketing digital.
Como saber qual dos três está quebrado
Se a pessoa não chega à página, o problema é de canal. Se chega, lê e sai, o problema é de copy. Se rola até o fim, volta duas vezes ao botão e não clica, o problema é do CTA.
Anatomia de uma copy
Uma copy completa carrega quatro camadas: a promessa, a prova, a objeção e o pedido. Elas podem aparecer em qualquer ordem e podem caber num parágrafo só, mas quando uma delas falta a leitura trava sempre no mesmo ponto.
As quatro camadas
- Promessa. O que muda na vida de quem lê se a pessoa aceitar. Não é o que o produto é, é o que ele resolve. "Portão automático com instalação no mesmo dia" é promessa. "Tecnologia de ponta" não é nada.
- Prova. O motivo para acreditar na promessa: número com origem, prazo que a empresa cumpre, foto do trabalho feito, condição escrita, garantia cujo texto existe.
- Objeção. O que a pessoa pensa e não diz: é caro, vai demorar, não funciona no meu caso, já tentei antes. Quem atende ao telefone conhece essas frases de cor, e quase nunca elas estão no site.
- Pedido. A ação nomeada, no tempo certo, uma ação principal por tela. É aqui que a copy vira CTA.
- Proposta de valor
- É a frase que junta promessa e prova num enunciado só, dizendo para quem é aquilo, o que muda e por que confiar. Ela costuma ocupar o topo da página e serve de teste: se não couber em duas linhas, a oferta ainda não está clara.
Nível de consciência
A ordem das camadas depende do nível de consciência de quem lê, ou seja, de quanto a pessoa já sabe. Quem chega buscando o nome exato do serviço não precisa ser convencido de que o problema existe e quer ver preço, prazo e prova. Quem chega por um anúncio no meio de outra coisa precisa primeiro entender do que se trata, e a promessa vem antes de tudo.
AIDA e PAS
AIDA e PAS são roteiros de ordem, não fórmulas de persuasão. Os dois dizem em que sequência colocar o que você já tem a dizer, e nenhum dos dois inventa argumento no lugar de quem escreve.
Quando usar AIDA ou PAS
AIDA organiza o texto em atenção, interesse, desejo e ação. O nome descreve o caminho de quem ainda não estava procurando nada: primeiro a pessoa para, depois entende, depois quer, depois decide. É o roteiro típico de anúncio e de página de venda longa.
PAS organiza em problema, agitação e solução. Começa nomeando a dor com as palavras que a pessoa usa, mostra o custo de continuar como está e só então apresenta a saída. Funciona melhor quando o problema já incomoda e a pessoa ainda não sabe que existe solução.
| Critério | AIDA | PAS |
|---|---|---|
| Começa por | Um gancho que faz parar | O problema com as palavras de quem sofre |
| Serve quando | A pessoa não estava procurando | A dor já existe e incomoda |
| Peça típica | Anúncio e página de venda | E-mail e post de rede social |
| Risco de uso | Virar promessa grande sem lastro | Agitar até explorar medo |
PAS e o apelo ao medo
O risco do PAS tem nome e tem regra. Agitar o problema é descrever um custo real; explorar o medo é outra coisa, e o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária diz no artigo 24 que os anúncios não devem apoiar-se no medo sem motivo socialmente relevante ou razão plausível. A diferença prática é se o custo que você descreve aconteceria mesmo.
Framework não é argumento
Encaixar um texto vazio em AIDA produz um texto vazio em quatro partes. A ordem só ajuda depois que você já tem promessa, prova e objeção levantadas.
A promessa e a prova
Afirmação sem prova é a falha que o Código de Defesa do Consumidor cobra de quem anuncia, e a mais fácil de corrigir. Qualidade, rapidez e preço justo são afirmados o tempo todo em página de serviço sem uma única linha que sustente as três coisas.
Ônus da prova
O ônus da prova não é só questão de estilo. O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária determina, no artigo 27, que todas as descrições, alegações e comparações relacionadas a fatos ou dados objetivos devem ser comprobatórias, cabendo ao anunciante e à agência fornecer a comprovação quando ela for solicitada.
A mesma exigência aparece na lei. O Código de Defesa do Consumidor diz no parágrafo único do artigo 36 que o fornecedor mantém em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem. E o artigo 38 é ainda mais direto: o ônus da prova da veracidade da comunicação publicitária cabe a quem a patrocina.
A gaveta de provas
| O que a copy afirma | O que precisa existir na gaveta |
|---|---|
| O mais vendido da região | Relatório de vendas próprio ou pesquisa com fonte identificável |
| Entrega em 24 horas | Registro de prazos praticados e a política escrita de entrega |
| De R$ 400 por R$ 199 | Anúncio ou documento que evidencie o preço anterior |
| Aprovado por especialistas | Laudo ou parecer, com o nome de quem assina |
| Satisfação garantida | O texto da garantia: prazo, condição e como acionar |
O teste que resolve na prática é montar a gaveta antes de escrever. Para cada frase que afirma um fato, alguém precisa conseguir responder onde está o documento. Quando a resposta não existe, há dois caminhos honestos: conseguir o documento ou trocar a frase por outra que seja verdadeira e menos vistosa.
O efeito colateral é bom. Prova concreta lê melhor que superlativo, porque ela é específica: "instalamos 340 portões em Sorocaba desde 2019" convence mais do que "somos referência em automação", e ainda tem a vantagem de ser defensável se alguém perguntar.
A copy vira contrato
- Publicidade enganosa
- É qualquer comunicação publicitária inteira ou parcialmente falsa, ou que por qualquer outro modo, inclusive por omissão, seja capaz de induzir o consumidor a erro sobre natureza, características, qualidade, quantidade, origem ou preço. A definição está no artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor.
Vinculação da oferta
A vinculação da oferta está no artigo 30, o artigo que muda a forma de escrever e que quase nenhum material brasileiro sobre copy menciona. Ele diz que toda informação ou publicidade suficientemente precisa obriga o fornecedor que a fizer veicular e integra o contrato que vier a ser celebrado. Traduzindo: a frase do anúncio não é retórica, é cláusula.
O artigo 35 completa o desenho do lado de quem compra. Se o fornecedor se recusar a cumprir o que a publicidade prometeu, o consumidor escolhe entre exigir o cumprimento forçado nos termos da oferta, aceitar outro produto equivalente ou rescindir o contrato com devolução do valor corrigido e perdas e danos. A escolha é dele, não da empresa.
A pergunta que fecha o assunto
Se alguém imprimir a sua página, levar ao balcão e exigir exatamente aquilo, a empresa cumpre sem discutir? Se a resposta for não, a frase não é copy criativa, é passivo.
Crime de publicidade enganosa
A camada criminal também existe. O artigo 67 do mesmo código tipifica fazer ou promover publicidade que se sabe ou se deveria saber ser enganosa ou abusiva, com pena de detenção de três meses a um ano e multa. Na esfera administrativa, o artigo 56 prevê multa entre as sanções aplicáveis às infrações de defesa do consumidor.
Em 30 segundos
No Brasil, publicidade suficientemente precisa integra o contrato. Isso transforma a escolha de cada palavra numa decisão de operação, não de gosto: o que a copy promete, o atendimento entrega.
Gatilhos mentais
- Gatilho mental
- É um atalho de decisão que a copy aciona de propósito, como escassez, urgência, prova social ou autoridade. O gatilho descreve por que uma pessoa decide rápido diante de certa informação, e não autoriza inventar a informação.
A linha que separa técnica de infração é essa, e ela é mais nítida do que parece: usar escassez quando o estoque acaba mesmo é descrição; usar escassez quando ele não acaba é afirmação falsa. O mesmo código do CONAR fecha a porta no artigo 23, ao dizer que os anúncios não devem abusar da confiança do consumidor, explorar sua falta de experiência nem se beneficiar de sua credulidade.
Escassez e urgência
Escassez fala de quantidade e urgência fala de prazo. As duas são legítimas quando o limite existe, e as duas viram problema no momento em que o contador reinicia sozinho ou as últimas dez vagas continuam sendo dez na semana seguinte.
O caso do desconto é o mais regulado. Alegada uma redução de preço, o anunciante precisa poder comprovar o preço anterior por anúncio ou documento, conforme o artigo 27 do mesmo código de autorregulamentação. O "de tanto por tanto" com um "de" que nunca foi praticado é exatamente o que a regra descreve.
Prova social
Mostrar que outras pessoas já decidiram é a prova que costuma estar pronta em negócio pequeno, porque ela já existe nas avaliações, nas fotos de obra entregue e no histórico de atendimento. Também é a mais fácil de contaminar.
- Depoimento precisa ser genuíno. O código exige depoimento personalizado e ligado à experiência real de quem o presta, e o testemunho utilizado deve ser sempre comprovável.
- Modelo não é cliente. Ator sem personalização entra como licença publicitária e não pode ser apresentado como testemunho.
- Pesquisa precisa de fonte. Nenhum anúncio deve citar pesquisa ou estatística sem fonte identificável e responsável, nem usar dado parcial que leve a conclusão oposta à do total.
Autoridade e garantia
Autoridade é emprestar credibilidade de uma fonte externa, e garantia é assumir o risco no lugar de quem compra. Nos dois casos a copy está dizendo algo que a operação precisa honrar depois.
Duas palavras têm regra própria. "Grátis" só é admitido quando realmente não existe nenhum custo para o consumidor, e quando houver frete, taxa ou imposto, isso precisa estar esclarecido. Expressões como "direto do fabricante", "preço de atacado" e "sem entrada" só são admitidas quando o anunciante consegue comprovar a alegação.
Teste os seus gatilhos em cinco minutos
Abra a sua página numa aba anônima hoje e amanhã. Se o contador, o número de vagas ou o preço "de" forem os mesmos nos dois dias, o gatilho é cenário, não fato.
A copy que o anúncio reprova
Antes de qualquer discussão jurídica existe um filtro mais rápido: a política da plataforma. Quem escreve anúncio descobre isso quando a peça é reprovada, e boa parte do que as políticas proíbem é justamente o que os manuais de copy ensinam como técnica.
Política de deturpação
A política de deturpação do Google Ads descreve texto de anúncio linha por linha, e vale como régua mesmo para quem só escreve para o próprio site, porque nomeia com precisão o que uma plataforma grande considera enganoso.
| Política | O que não passa | Como isso aparece na copy |
|---|---|---|
| Anúncios clickbait | Táticas de clickbait ou textos sensacionalistas para gerar tráfego | Título que esconde o assunto para forçar o clique |
| Declarações não confiáveis | Atrair o usuário com falsa promessa de um resultado provável quando ele é improvável | Mostrar o melhor caso como se fosse o caso comum |
| Relevância pouco clara | Promoções que não são relevantes para o destino | Anúncio de um assunto que leva a outra página |
| Ofertas indisponíveis | Divulgar oferta que não existe ou não é fácil de achar no destino | Desconto anunciado que não aparece na página |
| Práticas desonestas de preço | Não divulgar de forma clara o modelo de pagamento e a despesa total | Preço que só revela a mensalidade depois do cadastro |
A política de clickbait vai além do sensacionalismo e cita expressamente o uso de eventos negativos como morte, acidente, doença, prisão ou falência para induzir medo, culpa ou outra emoção negativa forte e pressionar a pessoa a agir na hora. Isso cobre uma família inteira de ganchos que circula em curso de copy.
Os três filtros da frase
Nada disso é exclusivo de quem anuncia. A mesma frase costuma viajar do anúncio para o site, do site para o e-mail e do e-mail para o WhatsApp, então a régua mais rígida acaba sendo a régua útil para o texto inteiro.
Copy na SERP
O primeiro texto que a pessoa lê não está no seu site. Está no resultado de busca: o título do link e o trecho que aparece logo abaixo dele. Os dois são copy, decidem se alguém entra e quase nunca entram na pauta de quem cuida do texto.
O Google explica que o trecho é criado automaticamente a partir do conteúdo da página, e que a meta description pode ser usada quando descreve a página melhor do que qualquer parte do texto. Não existe limite de tamanho para essa tag, mas o trecho exibido é cortado conforme a largura do aparelho.
O título que não exagera
O título aparece na SERP, no link compartilhado e na aba do navegador. Ele é a primeira frase que alguém lê sobre a página e, para muita gente, a única.
A régua de qualidade do próprio Google inclui duas perguntas sobre isso na autoavaliação de conteúdo útil: se o título principal oferece um resumo descritivo e útil do conteúdo, e se ele evita exagerar ou ser chocante. As duas perguntas apontam para o mesmo lado, e é o lado contrário ao do gancho sensacionalista.
A meta description
A meta description é um resumo curto e relevante do que a página é, escrito para convencer quem está comparando resultados de que ali está o que a pessoa procura. Ela não influencia posição, e influencia a decisão de clicar.
- Uma por página. A mesma descrição repetida no site inteiro não ajuda ninguém a escolher entre duas páginas suas.
- Sem fila de palavras-chave. Descrição feita de termos empilhados não dá ideia do conteúdo e tem menos chance de ser exibida.
- Com o dado que a pessoa quer. Preço, prazo, cidade e condição cabem ali e são exatamente o que decide o clique.
Esse é o ponto em que copy e busca deixam de ser assuntos separados. Escrever bem a primeira tela sem cuidar do título e da descrição significa escrever para quem já chegou, e deixar de fora todo mundo que estava a um clique de chegar. É esse encontro que os serviços de SEO tratam como trabalho de rotina.
Copy lida por máquina
Parte do seu texto é lida primeiro por um sistema e só depois chega a uma pessoa, muitas vezes resumido por uma resposta de IA que ela nunca vai conferir na fonte. Isso não cria uma disciplina nova, e muda o que sobrevive ao resumo.
Busca com IA generativa
O guia oficial do Google sobre otimização para a busca com IA generativa repete que o caminho é conteúdo único e valioso, com ponto de vista próprio, escrito para gente e organizado em seções claras. O documento diz ainda, com todas as letras, que não existe marcação especial para isso e desaconselha truques vendidos como atalho.
Superlativo é a primeira coisa que some num resumo automático. O que sobrevive é o específico: a condição, o número com período, a cidade, o prazo, a restrição. Escrever assim tem o efeito duplo de agradar quem escaneia e de dar ao sistema uma frase que dá para citar inteira sem distorcer.
Abuso de conteúdo em escala
Escrever copy com IA tem um limite nomeado
As políticas de spam do Google chamam de abuso de conteúdo em escala gerar muitas páginas sem acrescentar valor, independentemente de como elas foram criadas. A ferramenta não é o problema; produzir em massa sem revisão é.
Usar IA para rascunhar copy, portanto, cabe dentro da regra. O que a política descreve como abuso é publicar em volume sem a revisão que confere promessa, prova e fato em cada página.
Copy por canal
| Canal | O que a copy precisa entregar | Onde ela costuma falhar |
|---|---|---|
| Anúncio | Promessa e destino claros em poucas linhas | Promete o que a página de destino não mostra |
| Página de serviço | As quatro camadas na ordem certa | Fala da empresa antes de falar do problema |
| Assunto honesto e um pedido só | Assunto que não tem relação com o corpo | |
| Rede social | Primeira linha que se sustenta sozinha | Contexto longo antes de dizer do que se trata |
| Ficha de produto | Dado objetivo que responde à dúvida de compra | Texto de fabricante copiado igual em todo lugar |
| Resposta direta e próximo passo combinado | Mensagem longa que ninguém lê no celular |
Reaproveitar copy entre canais
A mesma oferta vira seis textos diferentes, e não seis recortes do mesmo texto. O erro típico de quem começa é escrever a página e depois picotá-la para os outros canais, o que produz e-mail com cara de página e post com cara de folheto.
O que se reaproveita entre canais é a matéria-prima, não a redação: a lista de objeções reais, os números que a empresa consegue comprovar e as palavras exatas que os clientes usam quando descrevem o problema. Isso se levanta uma vez e serve por anos.
Assunto de e-mail
O assunto de e-mail tem o mesmo peso jurídico do resto. Ele é comunicação publicitária como qualquer outra, e um assunto que induz a erro para conseguir a abertura se enquadra na mesma definição de engano do capítulo sobre contrato. Na tabela acima, é a falha da linha do e-mail: o assunto promete uma coisa, o corpo entrega outra, e a abertura conseguida assim custa a confiança de quem abriu.
Como medir uma copy
Copy se mede por decisão tomada, não por elogio recebido. A pergunta útil não é se o texto ficou bom, é quantas pessoas que leram avançaram para a etapa seguinte.
Os três passos da medição
- Defina a decisão antes de publicar Escreva numa linha qual ação conta como sucesso naquela peça. Sem isso, qualquer número depois vira interpretação.
- Separe quem viu de quem avançou São dois números diferentes e eles quebram em lugares diferentes: pouca gente vendo é problema de canal, muita gente vendo e ninguém avançando é problema de copy.
- Combine a janela antes do teste Decida quantos dias e qual volume mínimo vão fechar a leitura. Trocar de versão no terceiro dia porque a primeira manhã foi ruim é como jogar moeda duas vezes e escolher um lado.
Teste A/B com pouco volume
O teste A/B, a comparação entre duas versões, só produz informação quando existe volume. Em página que recebe trinta visitas por semana, a diferença entre duas copies é ruído, e a decisão honesta é escolher a versão mais clara e seguir em frente. As definições de cada indicador e a tela de onde cada número sai estão no guia irmão.
Checklist de copy
Cinco conferências resolvem a maior parte dos problemas de texto de um site pequeno, e nenhuma delas exige ferramenta paga nem conhecimento técnico. Todas se fazem no celular, na página que já está no ar.
Revisão da página no ar
- Leia só os títulos da página em sequência Ignore o resto e passe os olhos pelos títulos e subtítulos, como faria quem escaneia. Deu para entender a oferta inteira só com eles? Se não, o texto depende de uma leitura que quase ninguém faz.
- Marque toda frase que afirma um fato Passe a página inteira grifando afirmações do tipo "o mais rápido", "o melhor preço", "entrega imediata". Ao lado de cada uma, escreva onde está o documento. Sobrou frase sem documento? Ela precisa mudar.
- Confira se a oferta do anúncio existe no destino Abra a página de destino do anúncio e o seu próprio link de rede social e veja se a condição prometida aparece na primeira tela da página. Quando ela não aparece, a promessa foi gasta à toa.
- Leia a primeira tela em voz alta no celular Pegue o aparelho, abra a página e leia alto o que cabe antes de rolar. Se você precisar explicar alguma coisa depois de ler, essa explicação é o texto que falta ali.
-
Veja como o Google mostra a sua página
Busque
site:seudominio.com.bre leia o título e o trecho de cada resultado como se fosse um estranho. Título cortado no meio, descrição repetida e texto de outra página são os três defeitos mais comuns.
Erros comuns de copy
- Primeira frase sobre a empresa. Quando a página abre com a história do negócio, a promessa foi empurrada para baixo da dobra.
- Adjetivo no lugar de dado. "Atendimento diferenciado" ocupa espaço e não informa. Prazo de resposta informa.
- Nenhuma objeção respondida. Se a página não fala de preço, prazo nem do que acontece se der errado, ela ignora as três perguntas de sempre.
- Três pedidos na mesma tela. Assinar, ligar e baixar ao mesmo tempo é o jeito mais eficiente de não conseguir nenhum dos três.
Isto é conferência, e conferência tem limite declarado. Ela mostra o que está frouxo e não reescreve o argumento, não levanta a lista de objeções com clientes reais, não organiza a gaveta de provas e não reordena o site inteiro em função da busca. Esse é outro tamanho de trabalho.
Quando contratar uma agência
O trabalho muda de tamanho quando as telas se multiplicam. Uma página, um anúncio e um e-mail cabem numa tarde de quem conhece o próprio serviço. Quarenta páginas de catálogo, cada uma com título, descrição, promessa e prova próprios, e todas precisando continuar verdadeiras depois que a tabela de preço muda, viram rotina, não tarefa.
O lado da busca
O lado da busca se soma a isso. Escrever bem uma página não resolve se ela não é encontrada, e decidir qual página responde qual pergunta, sem que duas disputem o mesmo termo, é uma decisão de arquitetura que vem antes da redação. É aí que a conferência caseira encontra o próprio teto.
- Muitas páginas para manter. Cada uma precisa de título, descrição e promessa próprios, e todas precisam continuar verdadeiras depois de cada mudança de preço ou de prazo.
- Concorrente com anos de vantagem. Quando os dois textos são bons, decide a autoridade acumulada do domínio, que não se escreve.
- Prova espalhada. Levantar e organizar o que a empresa consegue comprovar é trabalho de arquivo antes de ser trabalho de redação.
- Medição mês a mês. Saber se a mudança no título trouxe mais gente exige acompanhar a mesma tela ao longo do tempo.
Como a Voh! trabalha
É esse o trabalho que a Voh! faz. A Voh! é uma agência especializada em SEO e GEO, e o foco central da casa é o texto das páginas que precisam ser encontradas, em qualquer tipo de site, do institucional à loja virtual, incluindo a criação do site quando ele ainda não existe. Quando o projeto pede, ela também faz gestão de tráfego no Meta Ads e no TikTok Ads e gestão de redes sociais, com proposta própria para cada frente, mas o orgânico vem primeiro, porque é o ativo que fica. Na busca orgânica são três formas de começar, uma auditoria gratuita, um pacote de implementação com seis meses de acompanhamento e o SEO Mensal, que não exige fidelidade. O diagnóstico vem sempre antes da proposta, porque orçar sem olhar o site é chute. E não existe garantia de posição: o algoritmo é do Google, e quem promete o contrário está prometendo uma decisão que não é dele. Para a história e o método, leia sobre a Voh!.
Se você quer saber quais páginas do seu site estão sendo encontradas e o que o título e a descrição delas estão dizendo hoje no resultado de busca, Fale com a Voh!
Os limites da copy
Copy não cria demanda, não conserta entrega e não faz uma página ser encontrada. Ela trabalha sobre uma decisão possível, e os seis casos abaixo são aqueles em que o texto melhor não muda o resultado.
Problema de oferta ou entrega
- A oferta é ruim. Preço fora do mercado, prazo que o concorrente cumpre melhor ou produto que não resolve. Texto bom nesse caso só acelera a comparação que você perde.
- O problema é de entrega. Quando a reclamação é do atendimento, do prazo ou do produto, reescrever a página aumenta a expectativa e piora a frustração que já existe.
- A promessa não pode ser cumprida. Aqui o limite não é de eficácia, é de risco: a frase que a operação não honra vira obrigação contratual e passivo, como os artigos 30 e 35 do Código de Defesa do Consumidor deixam claro.
Falta de demanda ou de canal
- Você precisa de cliente esta semana. Copy trabalha sobre quem chega. Se ninguém está chegando, o que falta é canal, e canal orgânico leva meses para responder.
- Ninguém procura aquilo. Um serviço sem demanda de busca não fica com demanda por causa de um texto melhor. O recorte precisa ser verificado antes.
- A página não é encontrada. Copy convence quem já entrou. Site que não aparece na busca tem um problema anterior, e ele não se resolve com redação.
Resumo em 10 pontos
Copy é texto que pede uma decisão e responde pelo que promete. Os dez pontos abaixo recolhem o guia inteiro, da definição à regra que vale no Brasil.
- Copy é o texto escrito para levar alguém a uma ação definida, e é isso que a separa de conteúdo.
- Quem lê está escaneando: 79% dos participantes do estudo da Nielsen Norman Group escaneavam toda página nova, e só 16% liam palavra por palavra.
- Linguagem objetiva é medida como mais usável que linguagem promocional, porque o exagero cobra esforço de quem lê.
- Uma copy completa tem quatro camadas: promessa, prova, objeção e pedido. A prova é a que mais falta.
- AIDA e PAS são ordens de apresentação, não argumentos. Framework vazio produz texto vazio em quatro partes.
- Toda alegação sobre fato objetivo precisa ser comprovável, e o ônus da prova é de quem patrocina a publicidade.
- No Brasil, publicidade suficientemente precisa integra o contrato celebrado depois. A frase do anúncio é cláusula.
- Gatilho mental é descrição de um fato, não licença para inventá-lo. Escassez sem limite real é afirmação falsa.
- Título e meta description são copy, decidem o clique na busca e quase nunca entram na revisão do texto.
- Copy não conserta oferta ruim, entrega ruim nem página que ninguém encontra.
Se quiser saber o que especificamente está travando o seu site, Fale com a Voh!: a análise volta por escrito, sem custo e em até 48h.