A Meta publicou, na quarta-feira (28/10/2026), no blog oficial Meta for Business, um balanço de três sistemas de inteligência artificial usados no ranqueamento de anúncios do Facebook, do Instagram e do Reels: o Meta Andromeda, o Meta GEM e o Meta GenRecs.
O que você precisa saber
- A Meta publicou, na quarta-feira (28/10/2026), um balanço de três sistemas de inteligência artificial que atuam no ranqueamento de anúncios do Facebook, do Instagram e do Reels: Andromeda, GEM e GenRecs.
- Segundo a empresa, as melhorias no sistema de ranqueamento geraram 8,3% mais cliques em anúncios e 15,7% de aumento em conversões no Facebook no segundo trimestre de 2026.
- O GEM, que serve de base para as recomendações de anúncios, chegou a elevar em até 18,9% as conversões e em 12% a taxa de cliques, segundo a Meta.
- As melhorias chegam automaticamente a toda conta do Meta Ads, sem configuração, novo tipo de campanha ou migração, segundo a empresa.
- Os números são autodeclarados pela Meta: o balanço não detalha a metodologia de medição nem informa a situação do Brasil.
O que a Meta anunciou
Segundo a empresa, no segundo trimestre de 2026 as melhorias no sistema de ranqueamento de anúncios geraram 8,3% mais cliques em anúncios e 15,7% de aumento em conversões no Facebook.
O texto descreve os três sistemas por função: o Andromeda faz a primeira seleção, reduzindo dezenas de milhões de anúncios elegíveis a uma lista de candidatos; o GEM é o modelo que serve de base às recomendações de anúncios; e o GenRecs usa modelos de linguagem para descrever cada anúncio em "tokens semânticos", o que ajuda peças novas, com pouco histórico, a ganhar desempenho mais rápido, segundo a empresa.
| Quem anunciou | Meta (Facebook, Instagram e Reels) |
|---|---|
| Quando | Quarta-feira, 28 de outubro de 2026 |
| O que mudou | Três sistemas de IA no ranqueamento de anúncios: Andromeda, GEM e GenRecs |
| Como ativar | Automático, sem configuração do anunciante |
| Resultado citado pela Meta | Até 18,9% mais conversões e 12% mais cliques (GEM) |
| Brasil | Não informado |
Como funciona o Andromeda
O Meta Andromeda é, segundo a empresa, o mecanismo de recuperação de anúncios: a primeira etapa do ranqueamento, que reduz dezenas de milhões de anúncios elegíveis a uma lista de candidatos para cada pessoa. Lançado em 2024 com hardware projetado em conjunto com a Nvidia (o Meta Training and Inference Accelerator, ou MTIA, e o Nvidia Grace Hopper Superchip), o sistema já permitiu, segundo a Meta, uma complexidade 10.000 vezes maior nos modelos de recuperação.
Na nova geração, também desenvolvida em conjunto com a Nvidia, o Andromeda passou a rotear cada anúncio para modelos "especialistas", em vez de usar um único modelo geral, e pontua os anúncios elegíveis a um ritmo de mais de um bilhão de anúncios por segundo, segundo a empresa. A Meta afirma que o Andromeda trouxe 2,4% mais conversões no Facebook desde 2025; no terceiro trimestre de 2026, aumentar a complexidade do sistema em 10 vezes, sem custo extra de computação ou de hardware, elevou as conversões em 1,37% no Facebook e em 0,24% no Instagram Reels, segundo a empresa.
GEM e GenRecs, os outros dois sistemas
O Meta GEM, sigla para Generative Ads Recommendation Model, foi apresentado em março de 2025 e é, segundo a empresa, o modelo base por trás das recomendações de anúncios no Facebook, no Instagram, no Reels e nas conversões fora dos aplicativos da Meta. A nova versão lê um histórico de engajamento duas vezes mais longo e usa um modelo 2,5 vezes mais complexo, segundo a Meta. A empresa afirma que o GEM já entregou até 18,9% de melhoria em conversões e 12% de aumento na taxa de cliques em toda a plataforma, com ganhos de 5,8% no Facebook, 4,1% no Instagram e 1,6% em conversões fora da Meta, para públicos segmentados.
Já o Meta GenRecs usa modelos de linguagem para ler o texto e a imagem de cada anúncio e descrevê-lo em tokens semânticos (marca, cor, caimento e estilo), criando um vocabulário comum que ajuda anúncios novos a ganhar desempenho mais rápido. No terceiro trimestre de 2026, a Meta expandiu o GenRecs para a recuperação generativa no Feed do Facebook, o que, segundo a empresa, aumentou as conversões em quase 2% nos segmentos de público visados. Combinada ao GEM e ao Meta Adaptive Ranking Model, a tokenização do GenRecs gerou, segundo a Meta, 0,35% a mais de conversões entre as plataformas.
O que muda frente ao balanço anterior
O texto publicado nesta quarta-feira (28/10/2026) é uma atualização: a própria Meta escreve que, um ano antes, já tinha mostrado publicamente quatro sistemas de inteligência artificial usados no ranqueamento de anúncios. O balanço desta quarta-feira detalha o desempenho de três sistemas: o Andromeda, o GEM e o GenRecs.
Em outra publicação oficial, de 28 de janeiro de 2026, a empresa já tinha dito que, no quarto trimestre de 2025, dobrou as GPUs usadas para treinar o GEM e consolidou o Facebook Stories e outras superfícies num único modelo do Facebook por meio do Meta Lattice.
| Sistema | Função | Resultado citado pela Meta |
|---|---|---|
| Andromeda | Seleciona os anúncios candidatos entre dezenas de milhões | +2,4% em conversões no Facebook desde 2025; +1,37% no Facebook e +0,24% no Instagram Reels no 3º trimestre de 2026 |
| GEM | Modelo base das recomendações de anúncios em tempo real | Até +18,9% em conversões e +12% em cliques |
| GenRecs | Descreve cada anúncio em tokens semânticos para acelerar peças novas | Quase +2% em conversões no Feed do Facebook no 3º trimestre; +0,35% combinado ao GEM |
O que isso significa para quem anuncia
A Meta afirma que todas essas melhorias chegam automaticamente a qualquer conta: não há configuração para ativar, novo tipo de campanha para adotar nem migração para planejar. Segundo a empresa, o quanto cada anunciante aproveita desses ganhos ainda depende dos objetivos de otimização definidos na campanha e da qualidade dos dados compartilhados com o sistema, o que vale também para quem faz gestão de tráfego pago na Meta.
O texto não informa datas específicas de implantação de cada melhoria nem detalha a metodologia usada para medir os números, que são autodeclarados pela empresa. Também não há, no balanço, nenhuma menção a preço, a disponibilidade por país ou à situação do Brasil nessas mudanças.
Por que importa
Para quem faz gestão de tráfego pago na Meta, o anúncio reforça um padrão que vinha se repetindo ao longo de 2026: o ranqueamento de anúncios da plataforma fica cada vez mais automatizado, e o espaço de ajuste manual do anunciante encolhe a cada novo sistema. Quando a própria empresa diz que não há configuração para ativar, a mensagem é direta: não há como driblar o algoritmo por fora. O que continua nas mãos de quem anuncia é a qualidade dos dados enviados à plataforma, como o pixel bem configurado e os eventos de conversão corretos, e a clareza dos objetivos de campanha, porque são esses dois fatores que a própria Meta aponta como determinantes do resultado.
Vale também uma ressalva de leitura: todos os números deste balanço são autodeclarados pela Meta, sem metodologia aberta de medição nem auditoria independente. Comparar o resultado da própria conta com os percentuais da empresa é um exercício arriscado, porque cada conta tem histórico, público e orçamento diferentes. O valor do anúncio está menos nos números em si e mais na confirmação de que a Meta segue investindo pesado em infraestrutura de IA para ranqueamento, o que tende a aumentar ainda mais o peso de criativos bons e de dados de conversão limpos, frente ao ajuste manual de lance ou de segmentação.