Tráfego pago

Google Ads lança priorização de canais e alocação de orçamento

A partir de 15 de outubro, o Google Ads deixa marcar cada canal como prioridade alta ou baixa e travar um teto de orçamento diário para os secundários.

Painel do Google Ads mostrando a configuração de priorização de canal, com níveis de prioridade alta e baixa
A tela de priorização de canais que o Google Ads está liberando. Imagem: divulgação/Google

O Google anunciou, nesta quarta-feira (14), que o Google Ads vai liberar, a partir de 15 de outubro, os controles de priorização de canais e alocação de orçamento: o anunciante escolhe prioridade alta ou baixa para cada canal e define um teto percentual do orçamento diário para os canais secundários, em campanhas de Busca, Shopping, Performance Max e Geração de Demanda.

O que você precisa saber

  • O Google Ads vai liberar, a partir de 15 de outubro de 2026, a priorização de canais (prioridade alta ou baixa) e a alocação de orçamento por canal, em campanhas de Busca, Shopping, Performance Max e Geração de Demanda.
  • Por padrão, todo canal começa em prioridade alta; ao rebaixar um canal para prioridade baixa, o anunciante pode travar um teto percentual do orçamento diário médio só para ele, em regime de melhor esforço.
  • Antes, a única opção para quem não queria usar a Rede de Display ou os parceiros de pesquisa era desativar o canal por completo, segundo o próprio anúncio do Google.
  • A partir de fevereiro de 2027, campanhas de Busca com Expansão para Display migram automaticamente para o novo controle, e quem quiser manter a configuração atual precisa marcar a Rede de Display como baixa prioridade com até 50% do orçamento antes disso.
  • O recurso chega pela interface do Google Ads e pelo Search Ads 360; a API do Google Ads e o Editor do Google Ads ainda não têm suporte, sem data anunciada.

Como funciona a priorização de canal

O recurso cria duas prioridades por canal: "alta" e "baixa". Por padrão, todos os canais começam em alta prioridade. Quando um canal é rebaixado para baixa prioridade, o anunciante pode travar um teto de orçamento diário só para ele, em percentual do orçamento médio diário da campanha. Segundo a Central de Ajuda do Google Ads, o cálculo é sobre o orçamento médio diário, não sobre o gasto real, e funciona em regime de melhor esforço: o gasto diário pode, ocasionalmente, passar do teto definido.

Os canais cobertos mudam conforme o tipo de campanha: em Busca, são a Rede de Pesquisa, os parceiros de pesquisa e a Rede de Display; em Shopping, a Rede de Pesquisa e os parceiros de pesquisa; em Performance Max, os "canais do Google" (Busca, YouTube, Maps, Gmail e Discover, agrupados), os parceiros de pesquisa e a Rede de Display; em Geração de Demanda, os canais do Google e a Rede de Display, sem a opção de alocação de orçamento. A configuração pode ser feita no nível da conta, de um orçamento compartilhado ou de uma campanha específica, mas não a partir de uma conta de gerenciador (MCC): precisa ser ajustada conta por conta ou campanha por campanha.

Ficha rápida
Quem anunciouGoogle (Google Ads)
O que mudaPrioridade alta/baixa por canal e teto de orçamento diário
QuandoQuarta-feira, 14 de outubro de 2026; liberação a partir de 15/10
Para quais campanhasBusca, Shopping, Performance Max e Geração de Demanda
Prazo da mudança automáticaFevereiro de 2027 (Busca com Expansão para Display)
BrasilNão informado (liberação dita global, sem país de exceção)

Como fica frente ao controle de antes

Até aqui, segundo o próprio anúncio do Google, quem não queria veicular na Rede de Display ou nos parceiros de pesquisa só tinha a opção de desativar esses canais por completo, sem meio-termo. A priorização de canal substitui esse tudo ou nada por um controle graduado: dá para manter o canal ativo, só que como prioridade baixa e com um teto de gasto diário. O anúncio cita dois recursos anteriores como a base sobre a qual o novo controle foi construído, o Smart Bidding Exploration e os orçamentos totais de campanha, ambos já publicados em domínio oficial do Google Ads.

A regra muda conforme a estratégia de lances em uso, como mostra a tabela abaixo, montada a partir da própria Central de Ajuda do Google Ads.

Estratégia de lancesO que muda com a priorização
Lance por CPA, ROAS ou CPC desejados, sem limite de orçamentoA prioridade não altera a distribuição: a campanha busca a meta em todos os canais, e o teto de orçamento definido no canal de baixa prioridade continua valendo
Lance por CPA, ROAS ou CPC desejados, limitado por orçamentoOs canais de alta prioridade gastam primeiro, dentro da meta; o que sobra vai para os de baixa prioridade, sempre dentro do teto definido
Maximizar conversões ou valor de conversãoAlta prioridade gasta primeiro o orçamento; o restante só vai para baixa prioridade se sobrar
Maximizar cliquesMesma lógica: alta prioridade primeiro, baixa prioridade com o que sobrar do orçamento
CPC manualMesma lógica: alta prioridade primeiro, baixa prioridade com o que sobrar do orçamento
Parcela de impressões desejadaMesma lógica: alta prioridade primeiro, baixa prioridade com o que sobrar do orçamento
Como cada estratégia de lances reage à priorização de canal Fonte: Central de Ajuda do Google Ads, 14/10/2026

Prazo e quem já pode configurar

A liberação começa em 15 de outubro de 2026 e é, nas palavras do Google, progressiva "ao longo dos próximos meses" para Busca, Shopping, Performance Max e Geração de Demanda, sem data final informada. O controle já pode ser configurado pela interface do Google Ads e pelo Search Ads 360; suporte à API do Google Ads e ao Editor do Google Ads está descrito como "em breve", sem data.

Há um prazo concreto dentro do anúncio: a partir de fevereiro de 2027, toda campanha de Busca que usa a Expansão para Display passa a migrar automaticamente para a priorização de canais, e a distribuição de gasto atual deixa de valer, o que pode mudar como o orçamento se divide entre Rede de Pesquisa, parceiros de pesquisa e Rede de Display. Para manter a configuração atual, o anunciante precisa, antes de fevereiro, marcar a Rede de Display como prioridade baixa com até 50% do orçamento diário. A Rede de Display também deixa de veicular em campanhas de Busca que usam a estratégia de Parcela de Impressões Desejada, como parte dessa mudança. Nem o anúncio nem a página de ajuda citam o Brasil ou qualquer país à parte: a liberação é descrita como global, sem lista de exceção.

Por que importa

Para quem faz gestão de tráfego pago, o recurso ataca uma reclamação antiga do Performance Max, e passa a valer também para Busca e Geração de Demanda: a falta de visibilidade sobre onde o algoritmo do Google decide gastar o orçamento. Até aqui, a única alavanca era o tudo ou nada, desativar Rede de Display ou parceiros de pesquisa por completo, o que também cortava qualquer alcance incremental que esses canais pudessem trazer. Com prioridade e teto, dá para medir o retorno de um canal secundário com o risco limitado a um percentual conhecido do orçamento, sem apagar o canal do mapa.

O prazo de fevereiro de 2027 para a Expansão para Display também importa: quem usa Busca com Display Expansion e não configurar nada até lá corre o risco de ver o orçamento se redistribuir automaticamente entre os canais, como o próprio Google avisa. Vale a pena revisar a configuração de campanhas de Busca, Shopping, Performance Max e Geração de Demanda assim que o recurso aparecer na conta, em vez de esperar a migração automática decidir por conta própria.

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