O Google atualizou, a partir de quinta-feira (22 de outubro de 2026), a política de restrições de inventário de vídeo do AdSense e removeu duas exigências de posicionamento para quem monetiza vídeo do tipo Accompanying Content ou com player fixo (sticky).
O que você precisa saber
- O Google atualizou, a partir de 22 de outubro de 2026, as restrições de inventário de vídeo do AdSense e removeu duas exigências de posicionamento.
- O Accompanying Content, vídeo que toca sem som numa parte pequena da página, deixa de precisar carregar dentro do corpo da página.
- O player de vídeo fixo (sticky) deixa de precisar começar no conteúdo principal da página antes de assumir a posição fixa.
- As duas exigências existiam desde setembro de 2024, e o restante da política, como o som desligado por padrão, continua valendo.
- A mudança está só no changelog de políticas do AdSense: não há post de blog nem data de disponibilidade por região informada pelo Google.
O que mudou na política de vídeo do AdSense
A mudança vale para o que o Google chama de Accompanying Content: o anúncio em vídeo que toca sem som numa parte pequena da página, ao lado ou abaixo do conteúdo principal, sem ser o foco do visitante nem algo que ele pediu para assistir: a própria política dá como exemplo o vídeo em autoplay numa pequena parte lateral da página, ou dentro de um player flutuante fixo.
No changelog de políticas do AdSense, o Google escreveu, em tradução livre: "estamos removendo as exigências de que o Accompanying Content precise carregar dentro do corpo da página" e "de que o player fixo precise começar na área de conteúdo principal da página e só mudar de posição conforme o usuário rola a página para além dele". A própria página avisa que inventário com conteúdo ainda restrito pode receber menos anúncios.
As duas exigências vinham de setembro de 2024, quando o Google reuniu as regras de vídeo numa seção própria das Google Publisher Restrictions, batizada "Video inventory restrictions". O resto da política não muda: o Accompanying Content continua precisando tocar com o som desligado por padrão, e o player fixo continua precisando de uma opção de dispensar visível durante toda a reprodução.
Quem identificou e repercutiu a mudança primeiro foi o site especializado em SEO Search Engine Roundtable, nesta sexta-feira (23); até a apuração desta notícia, nenhum veículo brasileiro tinha publicado sobre o assunto, e o Google não fez post de blog nem deu data de disponibilidade por região.
| Quem mudou | Google (AdSense) |
|---|---|
| Quando entra em vigor | 22 de outubro de 2026 |
| O que sai | Carregamento no corpo da página e início do player fixo no conteúdo principal |
| O que continua | Som desligado por padrão e opção de dispensar o player fixo |
| Brasil | Não informado (a política do AdSense vale globalmente para as contas) |
A regra antes e depois de 22 de outubro
Até o dia 21 de outubro de 2026, a política de restrições de inventário de vídeo trazia duas exigências de posicionamento, além da obrigação do som desligado por padrão: o Accompanying Content precisava carregar dentro do corpo da página, e o player fixo só podia assumir essa posição depois que o usuário rolasse a página para além do conteúdo principal onde ele começou a tocar.
A política também diz que o Google Ads e as transações não diretas do Ad Manager não veiculam anúncio em inventário de vídeo com conteúdo restrito, ainda que esse inventário possa receber anúncio por outras vias, como acordo direto entre publisher e anunciante.
| Exigência | Até 21/10/2026 | A partir de 22/10/2026 |
|---|---|---|
| Carregamento do Accompanying Content | Precisa carregar dentro do corpo da página | Exigência removida |
| Posição inicial do player fixo (sticky) | Precisa começar no conteúdo principal e só fixar ao rolar | Exigência removida |
| Som do Accompanying Content | Silenciado por padrão | Continua silenciado por padrão |
| Opção de dispensar o player fixo | Visível durante toda a reprodução | Continua visível durante toda a reprodução |
Por que importa
Para quem publica vídeo com anúncios do AdSense, a mudança reduz trabalho técnico, não o compromisso com o visitante: duas regras sobre onde o player precisava estar montado na página saem de cena, e fica só a parte que protege quem assiste (som desligado por padrão, opção de dispensar sempre visível). O retorno de um site que monetiza conteúdo com anúncio depende de detalhes assim: uma exigência de posicionamento a menos é inventário que deixa de ser penalizado por um motivo de implementação, não de conteúdo.
Vale notar o que a Voh! não vê na fonte: o Google não publicou número de publishers afetados, nem disse se a mudança é editorial (dar mais liberdade de design) ou uma resposta a reclamação recorrente de desenvolvedor. A política seguinte, a do som desligado por padrão, segue de pé, e é ela que protege o visitante do autoplay barulhento, não a posição do player na tela.
A lição prática para quem depende de receita de vídeo é acompanhar o changelog de políticas do AdSense com a mesma atenção que se dá às atualizações de busca: a mudança de 22 de outubro não teve post de blog, só uma linha no changelog, e só chegou à cobertura especializada em SEO um dia depois de entrar em vigor.