Marketing digital
Marketing Digital para Clínicas: Quem Responde por Cada Peça
Marketing digital para clínicas é o uso de site, busca, Perfil da Empresa, redes sociais e anúncios dentro das normas de cada conselho que atua no estabelecimento. A peça da clínica leva o registro e o responsável técnico, e a de cada profissional segue o conselho dele.
Clínica no Google
A clínica reúne profissões diferentes sob uma marca só, e cada peça que ela publica responde a um conselho diferente. O post do clínico geral segue o Conselho Federal de Medicina, o do dentista segue o Conselho Federal de Odontologia, o do fisioterapeuta segue o COFFITO e o do psicólogo segue o Conselho Federal de Psicologia. A mesma tabela de preços, publicada no mesmo site, pode ser permitida para uma dessas profissões e vedada para outra.
Quem procura uma clínica compara as opções pela busca: digita a especialidade e o bairro, abre o mapa, lê as avaliações e entra no site para ver quem atende e como marcar. O marketing digital da clínica trabalha nesse caminho, e o que muda em relação a uma loja é que cada página, perfil e anúncio precisa dizer quem responde por ele no conselho certo.
Em 12 de outubro de 2026, abrimos as quatro páginas informativas do topo da busca por “marketing digital para clínicas”, de empresas de software e de plataformas de agendamento. Duas citam o CFM e uma linka a Resolução CFM 2.336. Nenhuma fala do diretor técnico-médico, de conselho de outra profissão, da LGPD ou do dado de saúde como dado pessoal sensível. As quatro falam de canal; nenhuma fala de quem assina a peça.
Explicação da norma, não parecer
O guia aplica o texto das resoluções e dos códigos de ética ao site, à busca e ao anúncio da clínica, e marca onde a leitura é deste guia. A dúvida sobre uma peça específica vai para o conselho regional da profissão que aparece nela.
O que é marketing digital para clínicas
- Marketing digital para clínicas
- É o uso de site, busca, Perfil da Empresa no Google, redes sociais, conteúdo e anúncios para que um estabelecimento de saúde seja encontrado por quem procura atendimento, dentro das normas de publicidade de cada conselho profissional que atua nele e da Lei Geral de Proteção de Dados.
O ponto de partida é separar a peça da clínica da peça do profissional. A clínica anuncia como estabelecimento, com o responsável técnico dela; o profissional anuncia como pessoa física, com a própria inscrição. O panorama dos outros setores regulados está no guia de marketing digital para empresas; aqui entra o que é próprio do estabelecimento de saúde.
Clínica e consultório
Para as normas de publicidade, o que separa clínica de consultório não é o tamanho, e sim quem anuncia: a pessoa física do profissional ou a pessoa jurídica do estabelecimento. O médico que atende sozinho anuncia com o próprio CRM, e o guia de marketing digital para médicos trata desse caso. Quando existe uma empresa com nome próprio, equipe e responsável técnico, a peça é do estabelecimento, e entram as regras deste guia.
Clínica multiprofissional
A clínica multiprofissional reúne, no mesmo endereço e na mesma marca, profissões que respondem a conselhos diferentes. Medicina, odontologia, fisioterapia, psicologia e nutrição dividem a recepção, o site e o perfil do Instagram, mas cada uma tem código de ética próprio. Na leitura deste guia, é esse o caso que mais erra no marketing: a agência escreve uma régua só para a marca inteira, e ela costuma ser a régua da profissão mais liberal.
- Clínica multiprofissional
- É o estabelecimento de saúde que reúne profissionais de mais de uma profissão regulamentada, como medicina, odontologia, fisioterapia e psicologia. Cada profissional segue o código de ética da própria profissão, e a peça de cada um leva a inscrição no conselho dele.
Quem responde pela peça
Na clínica médica, quem responde pela publicidade do estabelecimento perante o Conselho Regional de Medicina é o diretor técnico-médico. É o artigo 3º da Resolução CFM 2.336/2023: o médico responde pelo que divulga como pessoa física, e o diretor técnico-médico, pelo que divulgam os estabelecimentos de assistência médica de qualquer natureza, em ambiente físico ou virtual. Nas outras profissões, a lógica é parecida, com nomes diferentes.
Diretor técnico-médico
O diretor técnico-médico é o médico que responde pela clínica perante o CRM, e o nome dele, com o número de inscrição, vai nas peças do estabelecimento. O artigo 5º da Resolução 2.336 manda que a publicidade de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos assistenciais traga o nome do estabelecimento com o número de cadastro ou registro no CRM e o nome do diretor técnico-médico com a inscrição e, onde for exigível, a especialidade com o RQE. O parágrafo único estende a regra a todo material de divulgação, físico ou virtual.
- Diretor técnico-médico
- É o médico que responde perante o Conselho Regional de Medicina pelo estabelecimento de assistência médica, inclusive pelo que ele divulga. O nome e a inscrição no CRM dele acompanham as peças de publicidade da clínica.
Responsável técnico na odontologia
Na clínica odontológica, a divulgação traz o nome e o número de inscrição da pessoa jurídica e também o nome e a inscrição do responsável técnico. É o artigo 43 do Código de Ética Odontológica. O artigo 46 estende as normas de publicidade a todos que exerçam a odontologia, ainda que de forma indireta, como clínicas, policlínicas, operadoras de planos e convênios, e o artigo 33 dá ao responsável técnico a fiscalização técnica e ética da instituição, com o dever de orientá-la por escrito, inclusive sobre as técnicas de propaganda.
Cada profissional na sua peça
Quando a peça mostra um profissional, ela leva o nome, a profissão e a inscrição dele no conselho da profissão dele. O Código de Ética da Fisioterapia pede, no artigo 48, nome, profissão e número de inscrição no Conselho Regional em anúncios e na divulgação em meio eletrônico. O Código de Ética do Psicólogo pede, no artigo 20, o nome completo, o CRP e o número de registro. A página da equipe no site é onde as quatro regras aparecem lado a lado.
A marca tem um responsável, e cada rosto tem uma inscrição. A peça da clínica leva o registro do estabelecimento e o responsável técnico; a peça do profissional leva o conselho dele.
Resolução CFM 2.336 na clínica
A Resolução CFM 2.336/2023 trata a clínica como estabelecimento assistencial e diz o que a peça dela precisa conter, onde os dados ficam nas redes e o que a clínica pode anunciar. Ela distingue, nos considerandos, as redes próprias do médico e dos estabelecimentos das empresas jornalísticas, e o capítulo das obrigações tem três artigos que pesam no marketing da clínica.
Artigo 5º: o que vai na peça
| Peça | O que leva | Base |
|---|---|---|
| Peça da clínica | Nome do estabelecimento com cadastro ou registro no CRM | Art. 5º, I, a |
| Peça da clínica | Diretor técnico-médico com CRM e, se exigível, RQE | Art. 5º, I, b |
| Placa interna | Atualizada, com nome, CRM, MÉDICO e RQE de cada médico | Art. 5º, II |
| Peça do médico | Nome, CRM, a palavra MÉDICO e RQE quando houver | Art. 4º |
Na leitura deste guia, o rodapé do site da clínica, a bio do perfil e o criativo do anúncio são “material utilizado na divulgação”, o que o parágrafo único do artigo 5º manda tratar como a peça impressa.
Artigo 6º: a página principal
Em redes sociais, blogs e sites, os dados obrigatórios ficam na página principal do perfil, da pessoa física ou da jurídica. É o artigo 6º. Na prática, a bio do Instagram da clínica traz o registro do estabelecimento e o diretor técnico, e o perfil de cada médico traz o CRM e o RQE dele, sem depender de o visitante abrir um post específico para encontrar quem responde.
Serviços agregados do artigo 9º
A clínica médica pode anunciar serviços de profissionais de área correlata que executam a prescrição médica, com supervisão e registro em prontuário. É o artigo 9º, III, e a exposição de motivos da resolução chama isso de inovação: a divulgação do apoio de outras profissões no consultório ou na clínica, desde que ligada à linha de prescrição. O mesmo artigo permite mostrar o ambiente e a equipe (inciso I), a forma de marcar consulta e os horários (inciso IV) e os planos e seguros aceitos (inciso V).
Preço na clínica multiprofissional
A regra de preço muda de uma profissão para outra, e a clínica que publica uma tabela única para todas as especialidades aplica a régua errada em parte delas. O desenho abaixo junta o que cada norma lida para este guia diz sobre preço e sobre a imagem de antes e depois.
Medicina: valor da consulta
A Resolução 2.336 permite à clínica médica anunciar o valor da consulta, dos procedimentos e dos exames que não dependam de diagnóstico e avaliação prévia. A exposição de motivos diz isso com todas as letras, junto com a aceitação de planos, cartões e parcelamento, e veda a oferta casada, como “faça a consulta e ganhe o exame”. Na leitura deste guia, o procedimento cujo valor só se sabe depois da avaliação não entra na tabela pública.
Odontologia e psicologia
Na odontologia e na psicologia, o preço não é argumento de publicidade. O artigo 44, I, do Código de Ética Odontológica considera infração a publicidade com preços, serviços gratuitos ou modalidades de pagamento, e o artigo 20, alínea d, do código do psicólogo diz que ele não utilizará o preço do serviço como forma de propaganda. O código da fisioterapia proíbe, no artigo 40, I, afixar valor de honorários fora do local da assistência ou divulgá-lo de forma incompatível com a dignidade da profissão. O guia de marketing digital para dentistas detalha a regra odontológica.
Página de convênios
A lista de convênios e planos aceitos é a informação comercial que todas as profissões lidas para este guia admitem. A Resolução 2.336 permite orientar sobre planos e seguros (artigo 9º, V), e o código da fisioterapia lista convênios e credenciamentos entre o que o anúncio pode conter (artigo 48, III). Na leitura deste guia, a página de convênios, com a especialidade e o profissional de cada plano, responde a busca que mais leva à marcação e não esbarra na regra de preço de nenhuma profissão.
Uma tabela, quatro réguas
A página “nossos valores” com consulta médica, limpeza dental e sessão de psicoterapia lado a lado é o caso típico do erro. Na leitura deste guia, o preço da consulta médica pode ficar; os outros dois saem da página pública e voltam no atendimento.
Antes e depois na clínica
A imagem de antes e depois segue a mesma lógica do preço: cada conselho tem uma regra, e a regra da clínica como empresa pode ser diferente da do profissional. O resumo cabe em três casos, e o médico como pessoa física já está no guia de médicos.
Clínica odontológica
A clínica odontológica, como pessoa jurídica, não publica antes e depois. A nota do CFO de junho de 2025 explica que as regras da Resolução 196/2019 valem só para o cirurgião-dentista e que, como a imagem só é liberada ao profissional responsável pelo procedimento, fica proibido o uso desse conteúdo por clínicas, consultórios e demais pessoas jurídicas do ramo. Na clínica multiprofissional com odontologia, o perfil da marca fica fora desse tipo de imagem.
Fisioterapia e o TCLE
A fisioterapia autoriza a divulgação de imagens, textos e áudios autênticos de pacientes desde que haja autorização prévia por Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. É a Resolução COFFITO 532/2021, que alterou os códigos da fisioterapia e da terapia ocupacional. O artigo 4º exige, em toda publicação, o nome do profissional, o número de inscrição e a data das imagens, e veda o caso clínico de autoria de terceiros. O artigo 3º proíbe sensacionalismo e promessa de resultado infalível.
- TCLE
- É o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, documento em que o paciente, ou o responsável legal, autoriza por escrito um uso específico, como a divulgação de imagem do tratamento, depois de informado sobre ele.
Medicina e o conjunto de casos
Na medicina, a imagem de antes e depois vem acompanhada de texto educativo e num conjunto de imagens com indicações, evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações. A regra está na Resolução 2.336 e vale também para o perfil da clínica médica, porque a peça do estabelecimento responde pelo diretor técnico. Na leitura deste guia, a clínica que tem médico e dentista na mesma marca aplica a regra odontológica ao perfil comum, que é a mais restritiva das duas.
Dado de saúde e LGPD
Dado referente à saúde é dado pessoal sensível, e a clínica só o trata nas hipóteses do artigo 11 da Lei Geral de Proteção de Dados. A definição está no artigo 5º, II, da Lei 13.709. O artigo 11 abre duas portas que interessam ao marketing: o consentimento específico e destacado, para finalidades específicas (inciso I), e a tutela da saúde, exclusivamente em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços de saúde ou autoridade sanitária (inciso II, alínea f).
- Dado pessoal sensível
- Na LGPD, é o dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou organização, saúde ou vida sexual, e o dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural.
Formulário de agendamento
O formulário de agendamento pede o que a marcação precisa e nada além disso. Na leitura deste guia, nome, telefone, especialidade e plano cumprem a marcação; o campo aberto “descreva seus sintomas” coleta dado de saúde antes de qualquer atendimento e sem finalidade clara. Se a clínica precisa dele para triagem, o formulário diz isso e pede o consentimento do inciso I de forma destacada.
WhatsApp da recepção
A conversa da recepção que confirma consulta guarda nome, telefone, especialidade e, muitas vezes, o motivo da consulta. Na leitura deste guia, ela é atendimento, e a mensagem de lembrete da consulta marcada cabe nessa finalidade. A lista de transmissão com promoção de check-up para todos os contatos que já marcaram é outra finalidade, e o motivo da consulta, que revela a saúde da pessoa, não serve para segmentar oferta.
Público de pacientes no anúncio
Subir a lista de pacientes para criar público de anúncio é tratar dado de quem foi atendido para uma finalidade de marketing. Na leitura deste guia, quando a lista é de uma especialidade, ela revela que cada pessoa nela fez aquele tratamento, o que é dado de saúde, e a tutela da saúde do artigo 11 não cobre esse uso. O caminho seguro é o consentimento específico, pedido à parte, ou deixar a lista de pacientes fora das plataformas de anúncio.
Site da clínica
O site da clínica organiza o atendimento por especialidade, dá uma página a cada profissional e diz quem responde pelo estabelecimento. O Google ordena páginas, não clínicas: a página que responde “fisioterapia pélvica” com o nome do bairro compete melhor do que a home com uma lista de especialidades. A árvore abaixo é o desenho mínimo, e quem ainda não tem site pode começar pela criação de site com SEO.
Página por especialidade
Cada especialidade ganha uma página que explica o que é tratado ali, quem atende, como marcar e quais planos são aceitos. A página leva o profissional responsável pela especialidade com a inscrição no conselho dele, e o texto segue a régua daquela profissão: a página de psicologia não traz preço, e a de clínica médica pode trazer o valor da consulta. Na leitura deste guia, é a página que mais trabalha na busca, porque é nela que a pessoa encontra o que digitou.
Página de cada profissional
A página do profissional mostra quem ele é, a formação, a especialidade registrada e a inscrição, e liga de volta para a especialidade em que atende. Na clínica médica, ela leva o nome, o CRM, a palavra MÉDICO e o RQE quando houver; na psicologia, o nome completo e o CRP; na fisioterapia, o nome, a profissão e o CREFITO. Os títulos que aparecem ali são os que o profissional tem, regra que o código do psicólogo escreve no artigo 20, alínea b.
MedicalClinic no schema
MedicalClinic é o tipo do vocabulário Schema.org para a clínica, subtipo de MedicalBusiness, que por sua vez é um LocalBusiness. Ele descreve para a máquina o que a página já mostra, como o nome, o endereço e as especialidades atendidas:
{
"@context": "https://schema.org",
"@type": "MedicalClinic",
"name": "Clínica Exemplo",
"url": "https://www.clinicaexemplo.com.br/",
"telephone": "+55-11-0000-0000",
"medicalSpecialty": "Physiotherapy"
}
O schema não substitui o registro e o responsável técnico visíveis no rodapé, e não deve dizer nada que o texto da página não diga.
Perfil da Empresa da clínica
A clínica tem um Perfil da Empresa para o local, e cada profissional que atende o público pode ter o próprio perfil, só com o nome dele. As diretrizes de representação do Google citam médicos e dentistas como profissionais liberais e dizem que, quando vários deles dividem o local, a organização cria um perfil para o local, separado do perfil de cada profissional.
Clínica e profissionais
O perfil do profissional traz só o nome dele, sem o nome da clínica, e só existe se ele atende o público e pode ser contatado no local durante o horário indicado. As mesmas diretrizes dizem que a equipe de suporte não cria perfil próprio e que o profissional não tem um perfil para cada especialização. Na recepção, isso vira uma regra simples: a clínica tem um perfil, cada médico, dentista ou psicólogo que atende tem no máximo um, e a recepcionista não tem nenhum.
Departamentos da clínica
Um setor da clínica só ganha perfil próprio se funciona como entidade independente aberta ao público, com nome e categoria diferentes dos da clínica. As diretrizes dão como exemplo aceitável o departamento de otorrinolaringologia de um hospital e dizem que esses departamentos costumam ter entrada e horário próprios. Na leitura deste guia, o laboratório de exames com recepção e horário próprios pode ter perfil; a sala de fisioterapia dentro da mesma recepção, não.
O registro também no perfil
As diretrizes do Google não pedem o número de registro, mas a Resolução 2.336 pede os dados obrigatórios em todo material de divulgação. Na leitura deste guia, a descrição do perfil da clínica médica abre com o registro no CRM e o diretor técnico, e a do profissional, com a inscrição dele.
Conteúdo e anúncio da clínica
O conteúdo da clínica responde a dúvida de quem ainda está decidindo se precisa de atendimento, e o anúncio leva essa pessoa à página da especialidade. Os dois seguem a régua da profissão que aparece neles, e não a da marca.
Conteúdo por especialidade
O artigo de conteúdo é assinado pelo profissional da especialidade, com a inscrição dele, e explica sem prometer. O código da fisioterapia, no artigo 51, manda observar o próprio código na divulgação de textos, imagens e vídeos com orientações para pacientes; a Resolução 2.336 trata a orientação ao público leigo no mesmo espírito. Na leitura deste guia, o texto que responde “quando procurar um fisioterapeuta depois de uma entorse”, assinado e sem promessa de alta em tantas sessões, é o conteúdo que as quatro normas admitem e que a busca procura.
Anúncio com a régua mais dura
O anúncio que fala da clínica inteira segue a regra mais restritiva entre as profissões que aparecem nele. Na leitura deste guia, a campanha “check-up completo” que mostra médico e dentista fica sem preço e sem antes e depois, porque a regra odontológica alcança a peça. O anúncio de uma especialidade só segue a régua daquela profissão. Quem terceiriza a gestão de tráfego entrega essa lista à agência antes da primeira campanha, porque o gestor que vem de loja virtual monta o criativo pela oferta.
Checklist do marketing da clínica
Dá para conferir sozinho, em uma tarde e sem ferramenta paga, se o que já está publicado segue as normas de cada profissão e a LGPD. Cada item diz o que olhar e como saber que está certo. O que aparecer fora vai para revisão antes de qualquer campanha nova.
No site e no Perfil
Abra o site no celular e o Perfil da Empresa no Maps, lado a lado, e confira cada item.
- Rodapé do site. Registro do estabelecimento e responsável técnico com a inscrição.
- Página da equipe. Cada profissional com nome, profissão e inscrição no conselho dele.
- Tabela de valores. Só o que a profissão daquela linha permite publicar.
- Formulário. Nenhum campo de sintoma sem finalidade dita e consentimento destacado.
Nas redes e nos anúncios
Role os últimos 30 posts do perfil da clínica e a biblioteca de anúncios da Meta, com as normas ao lado.
- Bio da clínica. Registro do estabelecimento e diretor técnico na página principal.
- Antes e depois. Nenhum no perfil da marca quando a clínica tem odontologia.
- Imagem de paciente. TCLE arquivado, com a data e a inscrição de quem atendeu.
- Públicos de anúncio. Nenhuma lista de pacientes sem consentimento para esse uso.
Agência de marketing para clínicas
A agência entra quando o número de especialidades, a concorrência no bairro e a medição mês a mês passam do que a clínica consegue revisar sozinha. Oito especialidades com página própria, quinze profissionais com perfil e anúncio rodando pedem processo, e cada peça continua precisando da inscrição de quem responde por ela no conselho da profissão.
Proposta que conhece os conselhos
| Proposta que preocupa | Proposta que conhece a norma |
|---|---|
| Uma régua só para a marca inteira | A régua de cada profissão em cada peça |
| Tabela de preços de todas as especialidades | Preço só onde a profissão permite |
| Antes e depois no perfil da clínica | Imagem só do profissional, com o termo do paciente |
| Lista de pacientes subida para o anúncio | Público sem dado de saúde ou com consentimento |
| Promete agenda cheia ou número de pacientes | Dá estimativa de prazo, dita como estimativa |
Como a Voh! trabalha
É esse o trabalho que a Voh! faz. A Voh! é uma agência especializada em SEO e GEO: busca orgânica no Google e presença nas respostas de IA, que é o foco central da casa, em qualquer site que precise ser encontrado, do institucional à loja virtual. Quando o projeto pede, ela também cria o site ou a loja, faz gestão de tráfego no Meta Ads e no TikTok Ads e gestão de redes sociais, com proposta própria para cada frente. O que não muda é a ordem: o orgânico vem primeiro, porque é o ativo que fica. Na busca orgânica são três formas de começar, uma auditoria gratuita, um pacote de implementação com seis meses de acompanhamento e o SEO Mensal, que não exige fidelidade. O diagnóstico vem sempre antes da proposta, porque orçar sem olhar o site é chute. E não existe garantia de posição: o algoritmo é do Google, e quem promete o contrário está prometendo uma decisão que não é dele. Para a história e o método, leia sobre a Voh!.
Como agência de marketing digital que trabalha o orgânico primeiro, a Voh! não dá parecer sobre a norma de nenhum conselho e não substitui a consulta ao conselho regional. O que ela faz é montar o SEO e o GEO da clínica sobre as normas de cada profissão, com páginas por especialidade, página de cada profissional e conteúdo assinado, e com o responsável técnico aprovando cada peça antes de ir ao ar. Para o diagnóstico do que já está publicado, com o que as normas pedem para revisar, o caminho é um só. Fale com a Voh!
Os limites do marketing da clínica
O marketing digital para clínicas tem limites que técnica nenhuma remove, e parte deles vem das próprias normas.
- Agenda cheia no mês que vem. SEO e GEO levam meses, numa estimativa realista de três a seis meses, e é estimativa.
- Promessa de resultado de tratamento. Nenhuma das normas lidas admite, e nenhuma campanha a torna aceitável.
- Uma régua para todas as profissões. A marca é uma só, mas cada peça continua sendo de um conselho.
- Dado de saúde como segmentação. O motivo da consulta não vira público de anúncio.
- Garantia de posição. Ninguém garante posição no Google, nem a leitura que o conselho fará de uma peça.
- Atendimento que o marketing não conserta. Telefone que não atende perde o paciente que a busca trouxe.
Marketing para clínicas em 10 pontos
- Cada peça da clínica responde ao conselho da profissão que aparece nela.
- Na clínica médica, o diretor técnico-médico responde pela publicidade do estabelecimento.
- A peça da clínica médica leva o registro no CRM e o diretor técnico com CRM e RQE.
- A clínica odontológica traz a inscrição da empresa e do responsável técnico.
- Valor da consulta médica pode ser publicado; preço de dentista e de psicólogo, não.
- A lista de convênios é a informação comercial que todas as profissões admitem.
- Clínica odontológica não publica antes e depois; fisioterapia publica com TCLE.
- Dado de saúde é sensível, e o uso para marketing pede consentimento próprio.
- O site tem uma página por especialidade e outra para cada profissional.
- No Google, a clínica tem o perfil do local, e cada profissional só o nome dele.
Com as normas lidas na fonte e as telas conferidas, o passo seguinte é revisar o que já está publicado, peça por peça. Fale com a Voh!: o diagnóstico é gratuito e volta por escrito.